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terça-feira, 7 de março de 2017

FOTOPROTEÇÃO: ENTENDA AS RECOMENDAÇÕES POR FAIXA ETÁRIA

Artigo da Dra. Tatiana Steiner para o blog Mamãe Prática.


É comum as mães terem dúvidas sobre o uso de protetor solar em bebês e crianças. É muito importante esclarecer todas as dúvidas, mas, principalmente, transmitir às mães a importância da educação em FOTOPROTEÇÃO desde a infância, isto é: usar protetor adequadamente.
Criar o hábito de usar o protetor solar nos pequenos desde criança é fundamental para evitar os efeitos cumulativos da radiação solar na vida adulta. A exposição solar no início da vida tem um impacto crucial no surgimento do câncer de pele no futuro, pois o sol tem efeito cumulativo ao longo dos anos.
Segundo as recomendações das Academias Americanas de Pediatria e Dermatologia, os protetores solares são liberados para uso após os 6 meses de vida. Isso porque não há estudos IN VIVO que comprovem segurança e ausência de toxicidade para menores de 6 meses.
Até os 6 meses, recomenda-se que o recém-nascido não seja exposto diretamente ao sol, pois a pele do bebê é muito fina e sensível. As substâncias contidas no protetor solar podem causar irritações e processos alérgicos.
Portanto, alguns cuidados com os menores de 6 meses são:
  • Não expor os bebês diretamente ao sol.
  • Quando necessário, usar roupas e chapéus para proteger os bebês da exposição solar (proteção mecânica).
  • Em situações excepcionais, o uso de fotoprotetor pode ser prescrito e orientado pelo dermatologista, apesar de não ser recomendado nessa faixa etária, portanto, há exceção para a regra.
Crianças de 6 meses a 2 anos        
  • Evitar a exposição direta ao sol.
  • É preferível o uso de filtros inorgânicos (físicos) por terem menor potencial de permeação cutânea e causar menos reação alérgica, se comparados aos orgânicos.
  • Produtos em creme e bastões são particularmente mais indicados.
Para as crianças entre 2 e 10 anos
  • Usar produtos com balanço adequado entre filtros orgânicos e inorgânicos, com alta substantividade, ou seja, resistência à água, e de fácil aplicação (para espalhar).
  • Usar produtos em loção cremosa e em aerossol. Estes são os mais bem aceitos pelos pequenos.
  • Aplicar quantidade generosa de protetor solar, passando duas camadas de forma consecutiva, a fim de garantir a quantidade necessária.
  • Acima de 10 anos já é possível usar protetor solar comum de adulto; filtros químicos principalmente.
Dúvidas frequentes:
O uso de chapéu e roupas ajuda a proteger?
Sim, a fotoproteção mecânica ajuda e deve ser estimulada nos bebês e crianças. Então, usar roupas, chapéus, óculos de sol e se proteger em coberturas naturais ou artificiais como guarda sol e barracas são coadjuvantes importantes para evitar os danos do sol.
As roupas com proteção realmente impedem a radiação solar?
Sim, bloqueiam a radiação solar em graus diferentes, dependendo dos tecidos que são confeccionadas. Existem especificações para este tipo de proteção e um valor que determina e quantifica a proteção é chamado FPU. Uma roupa com FPU de 40-50 permite uma transmitância de apenas 2,6%, conferindo excelente proteção à pele.
Entre as vantagens deste ripo de roupa estão a segurança e a certeza da uniformidade e continuidade da proteção oferecida. A desvantagem é que apenas a área coberta pelo tecido é protegida.
Qual a diferença entre filtro físico (inorgânico) e químico?
FILTRO FÍSICO ou MINERAL
Os filtros físicos contêm 2 ativos principais: Óxido de zinco e/ou Dióxido de titânio que são compostos minerais, ficam sobre a superfície da pele e NÃO são absorvidos. Promovem uma espécie de BARREIRA capaz de refletir a radiação UVA/UVB, não deixando a luz do sol penetrar. Ao chegar na pele, a luz é imediatamente refletida. É um protetor mais difícil de espalhar é é natural deixar a pele com uma coloração mais branca por conta da barreira física que ele faz.
A ausência de substância química faz com que o filtro seja recomendado para grávidas, crianças e pessoas com pele sensível ou tendência alérgica. O fato de não conter substância química evita qualquer toxicidade ou reação alérgica. Atualmente filtros físicos ou minerais estão sendo produzidos com microparticulas ou nanoparticulas, deixando uma fórmula mais leve, fácil de espalhar e sem o aspecto esbranquiçado.
A maioria dos protetores dermatológicos infantis são físicos. Para saber se o produto é um filtro físico, você pode observar o rótulo, geralmente, são informadas palavras, como: infantil / bloqueador/ físico / mineral ou leite mineral.
FILTRO QUÍMICO ou ORGÂNICO
Os filtros químicos contêm uma molécula química que absorve a luz solar (radiação ultravioleta/RUV), altamente energética, tranformando em radiação de baixa energia. Assim, ocorre uma interação da substância química com a pele. Ele penetra na superfície, é absorvido, reagindo com a radiação solar. Porém, ao contrário do filtro físico, sua cosmética é mais leve e são fáceis de espalhar.
Filtros químicos mais comuns (leia os componentes no rótulo): avobenzone, benzophenone-3, octyl metoxicinnamate, octocrylene.
Outro ponto que não podemos deixar de citar, é sobre a aplicação correta do produto nos pequenos. É importante aplicar em todas as áreas descobertas: pescoço, orelha e couro cabeludo. É comum ocorrer queimadura no couro cabeludo, pois o fio ainda é fino e o cabelo mais ralo.
Mais dicas
  • A primeira aplicação é fundamental e deve ser feita com mais atenção, pelo menos 20 minutos antes da exposição ao sol, de preferência sem roupa ou com a menor quantidade possível.
  • Deve-se reaplicar a cada 2 horas, quando em praia ou piscina, ou após longos períodos de imersão em água, e sempre associar bonés e chapéus.
  • Formulações mais estáveis e resistentes à água facilitam a incorporação do uso de filtro solar na rotina dos pequenos.
Artigo original do blog Mamãe Prática está no link:
 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Câncer de Pele - Revista da Cidade

Dra. Tatiana Steiner participou do programa Revista da Cidade da TV Gazeta e esclareceu as principais dúvidas sobre o câncer de pele.
 
Durante este mês, nosso país se veste de laranja para combater e prevenir o CÂNCER DE PELE, o de maior incidência no Brasil e no mundo. Este é o terceiro ano consecutivo que a Sociedade Brasileira de Dermatologia colore o Brasil de laranja para passar uma mensagem importante: a de que o câncer da pele pode ser prevenido!
 
 

 
Confira a entrevista completa no link abaixo e saiba mais sobre o câncer de pele e como se proteger para evita-lo:

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MELASMA NA GRAVIDEZ: COMO PREVENIR E TRATAR ESSA DOENÇA DA PELE

Artigo da Dra. Tatiana Steiner para o blog Mamãe Prática:
Melasma é uma alteração adquirida na pele, muito comum, caracterizada por manchas escuras acastanhadas, com certa simetria, que ocorrem nas áreas expostas ao sol, principalmente na face. Portanto, a exposição aos raios solares pode provocar seu aparecimento, sendo o principal fator para o escurecimento.
Mas o melasma também é comum na gestação, devido ao estímulo hormonal, e ocorre em cerca de 70% das mulheres grávidas, recebendo o nome de cloasma gravídico.
Além disso, além dos fatores hormonais e da exposição solar, a tendência genética e as características raciais também influenciam no desencadeamento do melasma. Dessa forma, as principais causas do melasma incluem herança genética, exposição à radiação ultravioleta/UV (luz solar) e influências hormonais (pílulas e gravidez).
O cloasma gravídico, em alguns casos, pode desaparecer espontaneamente após a gravidez sem necessidade de tratamento. Mas para os casos que não houve regressão do melasma gravídico, é necessário fazer, após a gestação, o tratamento com despigmentantes.
Os tipos de tratamento do melasma:
O tratamento continua a ser um desafio e inúmeras opções, incluindo agentes tópicos, peelings químicos e lasers têm sido utilizadas para o clareamento das lesões.
O tratamento tópico é feito com o uso de cremes com substâncias despigmentantes (clareadoras) associadas a algum ácido (que aumenta a eficácia do tratamento). Eles atuam nas várias etapas da formação do melasma e os principais agentes são: hidroquinona, tretinoína, ácido azeláico, ácido kógico, ácido tranexâmico, corticoides e outros despigmentantes.
Quando o pigmento se localiza mais profundamente, a melhora é mais difícil, exigindo persistência para se obter um bom resultado. Nestes casos, são associados alguns procedimentos como peelings químicos, microdermoabrasão, luz intensa pulsada, laser e microagulhamento. Os procedimentos devem ser realizados por médico especializado.
Os peelings superficiais facilitam a penetração dos despigmentantes e ajudam a remover o pigmento das camadas superiores da pele. São realizados no consultório por profissional habilitado.
O tratamento com o laser ND-Yag (Spectra) é o primeiro aprovado pelo FDA especificamente para o tratamento do melasma. Utiliza pulsos de alta intensidade e ultra-rápidos para o tratamento das lesões pigmentadas.
Microagulhamento: é um equipamento composto de um pequeno cilindro, incrustado por centenas de micro-agulhas, cuja finalidade é provocar microlesões na superfície, promovendo a formação de colágeno, renovação celular e clareamento.
Fugindo do sol
O uso de protetores solares potentes é fundamental para a prevenção e tratamento do melasma e deve ser usado sempre que houver exposição ao sol ou mormaço. Recomenda-se uso de protetores, preferencialmente físicos, com FPS>50 e que devem ser reaplicados a cada 2 horas.
Além disso, mesmo com o uso de filtro, é bom evitar se expor entre 10 e 16 horas, período de maior incidência dos raios ultravioletas. O uso de chapéu, óculos e se manter à sombra também são importantes para evitar o melasma.
Após o clareamento das lesões, a proteção solar deve ser mantida para evitar que as manchas reapareçam.
Você sabia que existem 2 tipos de filtro solar*?
Filtros físicos: possuem os ativos dióxido de titânio e óxido de zinco e refletem a luz solar. Não são absorvidos pela pele e formam um filme que evita a penetração da luz solar.
Filtros químicos: possuem substâncias incolores que reduzem a quantidade de radiação, absorvendo os raios solares.
*Ambos são liberados para uso na gravidez.
 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Sol, fumo e hormônios podem levar a alterações na pele ao longo da vida

 

O programa Bem Estar do dia 29 de dezembro de 2014 explicou como proteger a saúde da pele. Surgimento de rugas e manchas, por exemplo, é sinal de envelhecimento.

 
Quando chega o fim do ano, muita gente corre para a praia ou piscina para aproveitar os dias de folga e o sol. Mas mesmo nesses momentos de diversão, é importante tomar cuidado com a saúde, principalmente da pele, como recomendou a dermatologista Denise Steiner no Bem Estar desta segunda-feira (29).
 
Segundo a médica, a exposição ao sol sem proteção é o fator mais envelhecedor da pele – depois das agressões dos raios solares, a pele pode ficar com rugas profundas, muitas manchas e falta de vascularização; sem essas agressões e com os cuidados ideais, com o uso de filtro solar, a pele pode ficar só com rugas finas, poucas manchas e boa vascularização. Além do sol, o envelhecimento precoce da pele pode ser causado também por outros fatores externos, como o cigarro, por exemplo. 

Podem existir ainda causas genéticas e hormonais, como explicou a endocrinologista Elaine Costa. Os hormônios, inclusive, têm muita influência na pele durante a vida – na infância, por exemplo, a criança tem poucos hormônios sexuais e mais hormônios do crescimento, o que faz a pele parecer um pêssego; já na adolescência, esses hormônios aumentam, o que pode causar acne, por exemplo; quando ela envelhece, há uma queda dos hormônios sexuais, que deixam a pele seca e marcada, além do resultado das agressões que ela sofreu ao longo da vida.

Segundo as médicas, para cuidar da pele, não precisa gastar muito dinheiro – cremes mais baratos também podem ter um efeito positivo, mas como alertou a dermatologista Denise Steiner, o mais importante é a manutenção desses cuidados ao longo da vida.

   

Confira a entrevista completa clicando aqui

 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Fique alerta para aproveitar o sol a seu favor, sem riscos à saúde

Enquanto muita gente faz de tudo para manter a pele bronzeada, entre os dermatologistas, a recomendação é ter cuidado com o excesso de exposição solar. Para esclarecer dúvidas e polêmicas sobre o assunto, dermatologistas da DSkin Laser e Novas Tecnologias e Clínica Denise Steiner, de São Paulo/SP, dão algumas dicas:

Proteção
O filtro solar adequado é o principal elemento para usar o sol ao seu favor e manter a saúde da pele. É preciso usar protetor com filtros UVA e UVB com FPS maior que 30, sempre espalhando-o muito bem sobre o rosto e corpo. Em ambientes de exposição direta ao sol, é indicado fazer uma nova aplicação a cada duas horas.
Os raios UVA estão relacionados principalmente a manchas e ao envelhecimento. Já os raios UVB são os principais responsáveis por deixar a pele vermelha e principal fator de risco para o câncer de pele.
“A proteção solar é essencial. Mesmo quem tem pele negra, apesar de possuir uma grande quantidade de melanina e ser naturalmente mais protegido do sol, também deve usar o filtro. Acessórios como óculos escuros, chapéu e roupas com proteção solar devem ser usados como complementos”, aconselha a médica dermatologista, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Luz ideal
Em dias nublados a radiação UVA também está presente. Apesar de a luminosidade ser muito maior em dias sem nuvens, é preciso tomar cuidado diariamente, especialmente na praia ou à beira da piscina. “É importante estar o tempo todo protegido com o filtro solar”, afirma a profissional.
Vitamina D – o mito
O debate acerca dos benefícios relacionados à vitamina D e à exposição ao Sol tem deixado muita gente em dúvida. A vitamina D é conhecida especialmente pela sua relação com a saúde óssea, através da sua participação no metabolismo do cálcio. Níveis adequados de vitamina D estão relacionados à prevenção do raquitismo e da osteoporose.
Como a síntese da vitamina é estimulada pelos raios solares, há quem se pergunte se é aconselhável, então, tomar sol sem medidas protetoras. A posição da Sociedade Brasileira de Dermatologia é firme. “Em um país com maior exposição à radiação solar, como o Brasil, devemos ter mais preocupação com os riscos relacionados à exposição solar do que com os riscos relacionados a sua não exposição”, afirma Denise Steiner, atual presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
A dose estimada da radiação Ultravioleta do tipo B (UVB) que atua no metabolismo da vitamina D, necessária para sua produção no organismo, é muito pequena. “Estudos avaliaram o nível de radiação a que estamos submetidos naturalmente no Brasil, já considerando os dias nublados e chuvosos. Numa cidade como São Paulo, somente 10 minutos de exposição ao ambiente externo, apenas nas áreas de mãos e face, em qualquer clima, seriam suficientes para a produção de vitamina D em níveis normais, o que exclui a necessidade de tomar sol sem proteção”, completa a médica.
Câncer de Pele
A incidência do câncer de pele tem crescido em todo o mundo e já é o tipo mais frequente de câncer. As medidas fotoprotetoras, como uso de protetor solar, roupas, chapéus e óculos escuros, além de evitar o sol nos horários de pico, entre 10h e 15h, continuam sendo a principal recomendação para prevenção ao câncer de pele e fotoenvelhecimento.
Melasma e o sol
“O melasma é um problema muito comum, que afeta milhares de pessoas e piora com estímulo da luz solar, embora a doença também tenha relação com fatores hormonais e predisposição genética”, explica a médica dermatologista Dra. Denise Steiner.
Ele se caracteriza por manchas escuras, prevalecendo em áreas de exposição ao sol, principalmente no rosto. Afeta ambos os sexos, com maior incidência em mulheres, especialmente gestantes. O tratamento tem como principal objetivo o clareamento das lesões, prevenção e redução da pigmentação na área afetada. “Em geral, as manchas são clareadas com o uso de cremes diários combinados com agentes tópicos como a hidroquinona, o ácido retinoico, a vitamina C e o ácido kójico. Peelings superficiais e alguns tipos de laser também são usados como complementos, diz a dermatologista da Clínica DSkin Laser e Novas Tecnologias.
Veja ainda mais informações sobre o MELASMA, aqui.